quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Autoavaliar-se parece em um primeiro momento algo realmente assustador. Mas sei que é um importante instrumento de reflexão própria e também do curso.
Penso que essa reflexão contribui para uma maior conscientização e também para a autonomia intelectual do cursista.
A minha participação tenho consciência de que foi muito boa, no sentido de que me empenhei em estar nos dias e horas previstos, apesar dos imprevistos. Caprichei muito nas minhas atividades, pois sei da importância na minha vida profissional e também na particular. Procurei colocar em prática, também dentro de sala de aula, mas confesso que com essa gripe H1N1, fiquei receosa de levar TANTOS alunos para a pequena sala dos computadores. Mas antes disso trabalhei muito com as 7ª s séries, e cada grupo de alunos criou sua própria apresentação de sleides referentes a temas previamente definidos sobre o Aparelho digestório.
Destaco como aspecto positivo o fato de sermos da mesma escola, isto proporcionou discussões que extrapolaram a sala do NTE. Vezes sem conta nos sentamos juntas na sala dos professores, onde há um computador com Linux, e fomos rememorar e até aprender outros recursos deste aplicativo.
Sei que fui assídua e compromissada com o curso, se tenho algumas dúvidas, que surgem pela falta do uso contínuo do Linux, não tenho receio de perguntar a meus colegas que podem saber mais do que eu, ou que podem fazer pesquisas e experiências comigo.
Minhas horas atividade, quando não estou corrigindo e lidando coma burocracia, passo em frente a livros e do computador preparando minhas aulas, pesquisando e anotando sites onde os alunos poderão encontrar o conteúdo, novidades e o que eles mais gostam: as curiosidades.
Pretendo utilizar o Linux Educacional continuamente, pois, quando se tem um pouco de prática é muito fácil de lidar e apresenta inúmeras vantagens como a sua gratuidade.
Espero ter contribuído para o bom andamento do curso, agradeço a vocês meninas, pela presteza, conhecimento, paciência e bom humor sem os quais, com certeza, nossas horas juntas não seriam tão produtivas.
Obrigada.
Mônica Aparecida Petry dos Santos - EEF Mont’ Alverne
“Ensinar é um exercício de imortalidade. De alguma forma continuamos a viver naqueles cujos olhos aprenderam a ver o mundo pela magia da nossa palavra. O professor, assim não morre jamais”. (ALVES, 1994, p.5)
Receber educação é, obviamente, um dos itens mais importantes da vida da maioria das pessoas. Buscando sintonizar a educação com os tempos atuais urge dinamizar o uso dos recursos proporcionados pelas tecnologias da informação e da comunicação audiovisual no cotidiano escolar. A televisão, o vídeo, a Sala Informatizada e a Internet, são fatores potenciais de triunfo sobre o espaço e o tempo. Chaplin em sua memorável frase diz: “não me considero de nenhum país, sou cidadão do mundo”.
Há muito que se fazer para que aconteça a aprendizagem significativa. Muito da prática deve ser reavaliada.
Trabalhando as inovações tecnológicas de forma inteligente, dinâmica e contextualizada a escola tornar-se-á um centro dinâmico de difusão do saber, constituindo-se o local dos procedimentos pedagógicos de investigação, de análise, de reflexão e profundas discussões no campo da ética nos mais variados setores sociais.
A sociedade cobra da escola uma participação mais eficiente na formação de um cidadão apto ao desenvolvimento de habilidades e atitudes, tais como: autonomia, solidariedade, respeito e autoconfiança. Um indivíduo capaz de aprender a aprender e não somente de acumular conhecimentos. Neste momento, os professores têm a apaixonante missão de preparar os educandos para atuarem de forma significativa e cidadã nesse universo tecnológico no qual os próprios professores são meros principiantes.
Somos então, agora, professores-alunos entusiasmados com esta nova ferramenta que nos empolga, nos frustra, nos deixa irados mas na qual, definitivamente, nos apegamos e saberemos aprender e desenvolver formas pedagógicas adequadas a estes novos alunos, deste novo mundo com esses modernos professores.
quinta-feira, 7 de maio de 2009

“DO SONHO AOS ARES”
Por Mônica Aparecida Petry dos Santos
O ser humano é um insatisfeito por natureza, alguns mais que os outros. Mas nenhum de nós pode dizer que não tem sonhos. Santos Dumont, sonhou, planejou, se arriscou e conseguiu realizar seu sonho de voar.
Desde tempos remotos a evolução humana está baseada em suas necessidades e sonhos, e isso propiciou o desenvolvimento de habilidades e o aperfeiçoamento de instrumentos que fizeram com que o homem alcançasse um patamar tecnológico tão elevado que hoje não se imagina mais a vida e nossos processos, antes tão rudimentares, como a agricultura, pecuária, produção industrial, a simples compra e venda de qualquer artigo, sem a presença da informática.
Estamos conectados com o mundo, e simplesmente não podemos, nós, professores, parar no tempo, nos excluirmos desta era. Muito pelo contrário, é nossa obrigação nos interarmos destas mudanças, como cidadãos e principalmente como educadores. Em meio a tudo isto o educando precisa saber o que é certo e errado, como vamos orientar se não conhecermos e soubermos lidar com a modernidade?
Ao alcance de nossos dedos está a poderosa internet. Pessoalmente utilizo muito, desde a conferencia de folha de pagamento, saldo e movimentações bancárias, compras, correio eletrônico, cursos, uma infinidade de coisas que se tornaram mais rápidas e fáceis de realizar sem sair do lugar.
Creio que como Santos Dumont, devemos sonhar. Sonhar poder realizar a conecção de nosso educando com a evolução tecnológica proporcionando uma educação onde a criança seja incerida no mundo digital. Todos acham que para elas, as crianças, tudo parece ser mais fácil, parece que elas nasceram sabendo. O que acontece é que não tem medo de tentar, não tem traumas e frustrações. Nós professores temos que ser um pouco criança e nos deixar levar pelo vento da modernidade como planejou, arriscou e conseguiu realizar nosso Santos Dumont.
QUEM SOU EU
Sempre sonhei ser professora e me sinto realizada, apesar das dificuldades.
Estudei, e muito! Sou habilitada em Ciências, Matemática e Biologia, e tenho pós-graduação em Educação. Não foi fácil, e não é mesmo! Mas depois que passa a gente tem até certa saudade, que passa logo!
Lecionei no Chapadão do Lageado, quando nem era município. Depois em Atalanta. Em 1989, noiva, vim trabalhar em Ituporanga na Escola Básica Paulo França, depois Colégio Estadual Roberto Moritz, Colégio Santo Estevão e Escola Básica Mont’ Alverne onde me efetivei e estou até hoje, já `a 18 anos. Neste tempo assumi por 4 anos a Direção da escola.
Como disse gosto do que faço. Poderia ser bem melhor. Já foi bem melhor, mas temos que lidar com as mudanças sociais, pois elas desembocam na escola, e fazer o melhor possível por nossas crianças, por nós e por toda esta sociedade que aí está.
Síntese
No início deste novo milênio o mundo experimenta um vertiginoso avanço tecnológico em todos os âmbitos do saber humano, quer sejam: meios de comunicação, formas de produção, acesso ao conhecimento. O conhecimento globalizado e o acesso reconhecidamente eficiente à informação refletem a sociedade contemporânea altamente competitiva.
Receber educação é, obviamente, um dos itens mais importantes da vida da maioria das pessoas. Buscando sintonizar a educação com os tempos atuais urge dinamizar o uso dos recursos proporcionados pelas tecnologias da informação e da comunicação audiovisual no cotidiano escolar. A televisão, o vídeo, a Sala Informatizada e a Internet, são fatores potenciais de triunfo sobre o espaço e o tempo. Chaplin em sua memorável frase diz: “não me considero de nenhum país, sou cidadão do mundo”.
Há muito que se fazer para que aconteça a aprendizagem significativa. Muito da prática pedagógica deve ser reavaliada.
Trabalhando as inovações tecnológicas de forma inteligente, dinâmica e contextualizada a escola tornar-se-á um centro dinâmico de difusão do saber, constituindo-se o local dos procedimentos pedagógicos de investigação, de interlocução, de análise, de reflexão e profundas discussões no campo da ética nos mais variados setores sociais.
A sociedade cobra da escola uma participação mais eficiente na formação de um cidadão apto ao desenvolvimento de habilidades e atitudes, tais como: autonomia, solidariedade, respeito e autoconfiança. Um indivíduo capaz de aprender a aprender e não somente de acumular conhecimentos. Neste momento, os professores têm a apaixonante missão de preparar os educandos para atuarem de forma significativa e cidadã num universo tecnológico no qual os próprios professores são meros principiantes; assim o sistema educacional se defronta com a pergunta que não sabe responder: como se adequar a estes novos tempos?
Bom senso, criatividade, conhecimento, equipamentos adequados, boa vontade, são alguns dos pré-requisitos para a introdução dos Recursos Audiovisuais e da Informática nas salas de aula e desta forma, redimensionar os valores humanos, aprofundar as habilidades de pensamento e tornar a interação professor-aluno participativa, motivadora e verdadeira.
Existem, ainda, professores que não se deram conta do alcance estratégico que as tecnologias representam na melhoria da qualidade do ensino oferecido. A iniciativa isolada de alguns educadores, já envolvidos e motivados pela utilização dos recursos tecnológicos, deixa claro que dificuldades sempre existirão, rejeição e resistência ao novo é comum, porém quando o universo da imagem fascina não há fuga. Inúmeros fatores se apresentam como obstáculos à saída de uma situação de conforto para uma situação nova, que exige conhecimento técnico e do qual, por vezes, o professor ainda não se apropriou.
A TV e vídeo, tecnologia ultramoderna de ontem, hoje é banal. Os computadores que eram considerados “de última geração” na época que foram recebidos pelas escolas, atualmente são lentos demais. Todas as tecnologias de agora serão banais amanhã, portanto não são necessários grandes conhecimentos tecnológicos, para isto existem os técnicos. Como profissionais da educação é necessário ter em mente que as Tecnologias Educacionais postas em escolas, que podem se considerar privilegiadas, geram conhecimentos, melhoria na aprendizagem, na razão direta de seu uso. Nas descobertas que proporcionam, nas dificuldades que elucidam. O seu uso proporciona a evolução do educando de mero espectador para participante ativo e interativo. Tanto o professor quanto o aluno evoluem aprendendo a explorar as possibilidades da tecnologia e descobrem suas próprias potencialidades.
O importante é assumir o momento histórico e investir no processo de aprender a aprender garantindo uma aprendizagem mais significativa e que corresponda às necessidades sociais e pessoais desta era das tecnologias.
Texto elaborado por Mônica Aparecida Petry dos Santos
